Não quer contrair o vírus HIV? Previna-se: use camisinha. Para não pegar dengue, previna-se: tampe caixas d’água, coloque areia nos vasos de flores, mantenha garrafas viradas para baixo, etc.. Assim como nestes exemplos citados, para evitar muitas dores de cabeça a prevenção ainda é o melhor remédio, superando o tão conhecido Paracetamol.
Essa semana mais um desastre natural tomou conta de uma das regiões do Brasil. O sudeste, principalmente o estado do Rio de Janeiro, foi surpreendido por grandes desmoronamentos de terra. Na região serrana do Estado, nos municípios de Areal, São José do Vale do Rio Preto, Petrópolis, Teresópolis, Sumidoro, já foram encontrados mais de seiscentos mortos até o momento. Muito poderia ter sido evitado. Há pouco mais de dois anos algumas cidades de Santa Catarina passaram pela mesma situação, o que deveria ter servido de lição para as autoridades brasileiras.
Um dos fatores que levaram a esse desastre foi o crescimento acelerado da construção civil –além, é claro, da falta de prevenção–, principalmente nos anos de 2009 e 2010, por causa da impermeabilização do solo, isto é, quando chove, a água não é absorvida pelo solo, pois o concreto não permite que o faça. Assim, com a contribuição de esgotos entupidos, seja pela falta de educação dos cidadãos, seja pelo descaso das autoridades, a água da chuva não tem para onde escoar e acaba inundando ruas, avenidas e casas.
Mas que atitudes esperar das autoridades políticas brasileiras a respeito de qualquer coisa que realmente faça bem ao nosso país se suas atividades só começam a ser executadas em fevereiro? Prevenção? Pff, não, deixe para que eles se preocupem com o aumento estrondoso em seus salários. Depois não adianta chorar pelo leite derramado, ou melhor, pela água derramada.