terça-feira, 21 de setembro de 2010

Caridade tem limite.

Um problema que todas ou, pelo menos, a maioria das cidades brasileiras enfrentam são os mendigos. Não que a culpa de serem mendigos seja deles. Pode ser do governo. Mas não joguemos a culpa no Poder Executivo, pois ninguém os obrigou a morar nas ruas. Enfim, não estou aqui para definir quem é culpado de que, mas para contar um episódio que envolveu um morador de rua.

Estava eu, andando pelo centro de Porto Alegre, ontem, indo para o Terminal Parobé para mais uma viajem até a minha casa na agradável companhia de minha mãe, quando, de repente, aparece um mendigo. Calma, ele não fez nada com a gente. Simplesmente, estava bêbado, aproximou-se de nós e perguntou para a minha mãe se ela tinha um cigarro para ajudar uma amiga dele que estava mal. Afinal, o que que uma pessoa que está mal vai querer com um cigarro? Ele foi se aproximando, insistindo no pedido e nós não demos muito assunto a ele. Nos viramos e fomos embora no prazeroso percurso do Agostinho Assis Brasil.
 
Tomara que a amiga dele tenha melhorado, mas sem o auxílio de um cigarro ou qualquer outra droga.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Globalização: uma pista de corrida.

Atualmente, é possível saber tudo o que acontece em uma eleição nos Estados Unidos, comprar um produto que foi fabricado na China e, até mesmo, conversar via internet e em tempo real com alguém que está do outro lado do Planeta. Isso tudo se deve a um processo que foi chamado de globalização. Acredita-se que ela tenha surgido no século XIV com as grandes navegações. Sua principal característica é transmitir a informação de maneira muito rápida, seja ela de caráter tecnológico, econômico, político, entre outros. Porém, quais foram os seus resultados positivos e negativos nas atuais sociedades?

Exceto o terceiro item citado, os dois primeiros também eram possíveis, porém, de maneira escassa e lenta. O resultado de uma eleição norte-americana demorava muito tempo para chegar, por exemplo, a um país europeu. Mais demorado ainda era para um produto fabricado na China chegar até um país americano. Eram necessários muitos e muitos meses observando, apenas, as águas do oceano que banhava os navios. Hoje em dia, não. Acessa-se um site qualquer na internet ou assiste-se a um noticiário e tem-se tal resultado. Também, vai-se a uma loja na esquina de casa e é possível comprar um tênis muito mais barato do que um feito em um local muito mais perto da América do Sul do que a China: os Estados Unidos. Sem falar nos computadores supermodernos a que se tem acesso, atualmente.

Todo esse processo influencia na vida econômica e social das pessoas. Como a informação circula pelo mundo de forma muito rápida, gostos e costumes acabam espalhando-se também, mudando o comportamento das sociedades e tornando-as algo homogeneizada. Quando se divulga que produto x é o melhor do mercado, ou que conhecer Paris deve ser um objetivo de todos, pois se diz ser a cidade mais bela do Planeta, faz com que cada vez mais pessoas queiram comprá-lo e/ou conhecê-la. Se os gostos e costumes mudam, a economia também muda, favorecendo tanto os mais ricos quanto as pessoas de baixa renda, que cada vez mais têm computadores com acesso à internet, celulares, entre outras formas de se comunicar.

Após tudo isso, fazendo um balanço, percebe-se que a globalização foi tanto positiva quanto negativa, tendo fortes prós e contras. Para compreender-se bem o que é a globalização, pode-se fazer uma analogia, na qual uma pista de corrida passa-se a chamar Pista da Globalização e os carros que correm são as informações que ela transmite, ambos com muita velocidade. Deve-se, apenas, adaptar-se a ela e acostumar-se com tanta informação que podemos ter a cada segundo que passa.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A Nova Aposta das Emissoras

Nada de CQC, Pânico na TV, Casseta & Planeta ou qualquer outro programa humorístico. A moda agora é outra: o Horário Gratuito Eleitoral. Sim, é isso mesmo. Para você que almoça em casa, dê umas risadas: assista ao Horário Político. Mas, se você não tem esse privilégio e só chega em casa à noite, não se preocupe: o Horário Político também está lá à sua espera.

Acesse o link e veja no youtube um vídeo com as pérolas da política atual.

Estilistas com uma carreira decadente, mulheres superbonitas mas que, certamente, mal sabe o que uma pessoa no cargo em que estão se candidatando devem fazer. Há também aqueles em que a carreira de humorista na televisão não dava muito certo e, por isso, resolvem fazer palhaçada na política brasileira. E não pense que a variedade de "políticos" acabou. Não, não mesmo. Ainda podemos ver os que fazem da política uma luta de vale-tudo, onde a Câmara dos Deputados viraria um ringue de luta. Porém, certamente não é de nenhum desses jeitos que se faz política. Ela é, antes de mais nada, algo sério e, por tal característica, deveria ser constituída por pessoas com ideais que interessem à toda sociedade, e não para o único motivo de muitos estarem lá: bolsos cheios no final do mês.

Uma boa forma de observar um candidato é perceber se ele exibe as propostas dele. Não entendeu? Ok. Preste atenção: muitos candidatos, principalmente os mais populares, adoram "encher linguiça", ou seja, falam, falam e não dizem nada. Por exemplo: o candidato Zezinho da Silva, do Partido Mais Popular Brasileiro, o fictício PMPB, diz que é preciso melhorar a educação, a saúde e a segurança em todo o País. Sério? Ora, isto todos nós sabemos. Por isso, já diz uma propaganda do canal pago Futura: "Questione, descubra, mude. O conhecimento é irrestível". E faça isso. PESQUISE!
    
Contudo, mesmo com tantas aparições vergonhosas neste programa, devemos observar aquelas que realmente querem contribuir para a sociedade. Interesse-se por um candidato, pesquise sobre o seu passado. Para isso há tantos meios. Podemos usar a internet, ler em jornais, mas não apenas um, pois a mídia é manipuladora e tende a favorecer alguns candidatos. Em pleno século XXI, no ano de 2010, vivendo em um mundo globalizado, não podemos votar simplesmente pela simpatia, beleza ou pelos presentinhos que nos oferecem.