segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

É tudo novo de novo

Os votos para o próximo ano se repetem. As operadoras de telefonia lucram com seus clientes ligando pra toda a família. A tia aposentada que está a passeio em outro estado. O irmão que faz intercâmbio em outro país. Muita felicidade e muito sucesso. Tudo de bom. Soa como cumprimentos de aniversário em rede social. Tão banal.

Primeiro de janeiro de dois mil e treze. Por extenso mesmo. Pra se ler bem devagar. Uma terça-feira. Mas e então, é ano novo. Tudo novo. Filmes nacionais inéditos na televisão, capítulo novo da novela. Nem a lentilha sai do cardápio da virada de ano, tampouco a Ivete deixa de cantar no Show da Virada.

No entanto, apesar desse ritual repetir mais do que Chocolate com Pimenta no Vale a Pena Ver de Novo, é época de férias. Férias da faculdade, férias do trabalho, férias do curso pré-vestibular (essas, por sinal, não são férias de verdade). É época de aproveitar, pois o ano letivo de muita gente começou em março de 2012 e terminou há poucos dias. Aproveitemos então. 

Trabalhemos. 

Trabalhemos para guardar dinheiro, a fim de adiantar o pagamento de algumas prestações dos presentes de natal. Trabalhemos até março para, então, estudar até dezembro e sonhar com as esperadas férias.

Viva o ano novo. É tudo novo de novo.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Projeto de lei prevê punição aos DJ's de ônibus

Um projeto de lei aprovado pela câmara de vereadores de São Sebastião, cidade do litoral de São Paulo, promete causar polêmica: quem estiver escutando música em alto volume poderá ser retirado do ônibus. Caso não saia por conta própria, a função de retirá-lo caberá à polícia.

Em Porto Alegre, nos últimos anos, tal infração tem crescido de maneira considerável. Tanto que já estão presentes nos ônibus da capital cartazes com frases do tipo "Não seja o DJ do ônibus". A punição aqui, porém, não é à mesma do município de São Sebastião: na capital, os DJ's estarão passíveis ao pagamento de uma multa, que pode variar de R$ 43,00 a R$ 216,00.


Tais medidas, no entanto, embora bem intencionadas, correm o risco de não funcionarem efetivamente, assim como a Lei Seca, esquecida em alguns estados da federação. Isso porque a polícia, ao menos a de que atende à região de Porto Alegre, já possui bastante trabalho e, convenhamos, ter que parar um veículo do porte de um ônibus para retirar um ou outro passageiro que esteja infringindo a lei seria uma perda de tempo. Além disso, seria outro incômodo para os demais passageiros ter de esperar o policial retirar o infrator do veículo, o qual não se sabe como reagiria.

Em nações europeias, tais comportamentos são, se de fato ocorrem, exceções. Isso porque investimentos em educação são prioridade nos gastos de cada país. No Brasil, no entanto, a educação não é tratada como prioridade desde o governo Juscelino Kubitschek, que tinha no seu Plano de Metas, principalmente, atrair multinacionais para instalarem-se no país.

Por ser ineficaz, de certa maneira, é muito mais fácil que aqueles que se sentem incomodados com quem ouve música em alto volume no ônibus -assim como eu- que contem com a boa e velha educação que recebem de casa. 

Ao menos dos 50 passageiros, aproximadamente, que o veículo suporta, os que são um incômodo aos demais ainda são minoria. Vejamos até quando.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Terminal Hidroviário de Porto Alegre


A capital dos gaúchos está, de fato, mudando – e para melhor. Ao menos em alguns aspectos. O terminal Hidroviário de Porto Alegre, por exemplo, em funcionamento desde outubro do ano passado, é uma dessas mudanças: ele transporta, diariamente, passageiros do Cais do Porto, em Porto Alegre, até a cidade de Guaíba; e vice-versa.

O espaço interno do terminal é bastante agradável. Quem chegar adiantado ao passeio, poderá aguardar na sala de espera tranquilamente, cujo ambiente é climatizado. Além disso, cada local é identificado tanto em português quanto em inglês, uma importante medida para ambientar os turistas que deverão chegar durante a Copa do Mundo de 2014.

Cada barco suporta 120 pessoas e a travessia dura, em média, vinte minutos. Para quem está conhecendo, o interessante é admirar as vastas águas do Guaíba pela volta. Há, no entanto, quem prefira apenas assistir a um programa na televisão ou ouvir músicas no rádio.

Já do outro lado da orla, em Guaíba, os cuidados com crianças pequenas devem ser redobrados: no píer, um belo local para tirar fotos com os amigos e com a família, há vãos entre o chão e a proteção lateral que, por um pequeno descuido, podem ocasionar quedas e, por sua vez, afogamentos.


Para aqueles que desejam conhecer os lugares históricos de Guaíba e não sabem por onde começar, vale a pena embarcar em um passeio promovido pela Prefeitura da cidade em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo. O dindinho, como é conhecido, leva os passageiros a locais como a Igreja Nossa Senhora do Livramento.

Além de servir como meio para quem deseja visitar a cidade vizinha, embarcar neste tipo de transporte significa mais agilidade e conforto. Por via terrestre, o caminho dura muito mais tempo, visto que um ônibus metropolitano para em várias paradas e, em horários de pico, a superlotação é uma constante.

Brindemos ao progresso.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Confissão


"Enfim, depois de anos de vida, decidi assumir. Só meu melhor amigo sabe. Ele diz, aliás, para eu não me importar com o que os outros irão dizer, mas isso é inevitável: penso todos os dias na reação da minha família. Sempre senti-me um tanto covarde, mas mas há certas coisas que devem ser contadas. Ah, mãe, desculpa se não correspondi às suas expectativas. Sei que sempre pensou que eu gostasse de uma coisa; gosto, porém, de outra completamente diferente. Meu pai convidando-me para jogar futebol e eu sempre recusando. Nunca podia sair com ele. Desculpe se te deixei chateado -sempre dizia que não tinha tempo. Estava sempre estudando, estudando, estudando. Queria, na verdade, estar com outras pessoas (mais experientes, se é que me entende). A cada dia me sinto pior. Sinto-me como se tivesse enganado a toda minha família durante todos esses anos. Já imagino os comentários. Aquela tia distante que nunca falava comigo, questionando a mim e aos meus pais como se tivesse convivido comigo durante anos: 'mas logo ele, quem poderia imaginar?'. Vovó, aos seus muitos anos de sabedoria e conservadorismo, argumentando que mudar assim era errado. Havia sido de uma maneira a vida inteira; como mudar uma opção de uma hora pra outra? Covardia. Mas não me sinto mais assim, como um fraco. Meus amigos (ah, o que seria de mim sem o meu grande amigo, amigo íntimo?), minha família -até mesmo os que sequer me ligam para parabenizar-me no dia... Que dia mesmo? Nem sabem. Sabem, ou acham que sabem, que não posso mudar, assumir um gosto diferente- precisam saber. Nem que seja de forma escrita, assim, sutilmente: decidi não cursar medicina, e ponto final."

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

É esperar para ver

Pouco mais de dois anos para um dos maiores eventos mundiais, a Copa do Mundo de 2014, e, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, pouco foi feito até agora. Os planos (Projetos do Município de Porto Alegre para a Copa de 2014) são muitos, tais como duplicação de importantes avenidas, aeromóvel, Portais da Cidade, reformas em estádios etc, mas as realizações, poucas.

Estádio Beira-Rio em reformas
Quando o anúncio das 12 cidades-sede foi feito -e já era de se esperar a seleção de Porto Alegre-, sabia-se que a capital dos gaúchos teria muitos desafios. E é o que se comprova hoje. O estádio do Internacional, o Beira-Rio, por exemplo, está com suas obras atrasadas há meses, por conta de "mal-entendimentos" entre o clube e a construtora Andrade Gutierrez, a qual se comprometeria a arcar com apenas 20% do valor da reforma. Porém, quem sai perdendo não é a construtora ou o clube, deixando de lucrar com a venda de ingressos para as partidas, mas sim os turistas, trabalhadores da rede hoteleira e de restaurantes, pois, sem o espaço para que os jogos de futebol ocorram, não há jogos na Capital e, consequentemente, não há um grande número de visitantes à nossa cidade.

A avenida Bernardino Silveira Pastoriza, zona norte da cidade, está entre as áreas escolhidas para a implementação do Plano Cicloviário, realizando as reformas necessárias em toda a via. Para quem trafega por ali de bicicleta, diariamente, é um desafio. Além da imprudência dos motoristas de carros, uma das maiores dificuldades são os ônibus, que, muitas vezes, "fecham" a passagem dos ciclistas.

Avenida Bernardino Silveira Pastoriza,
Rubem Berta, zona norte da capital
E como não há turista que passe 24 horas dentro de um estádio de futebol, passar pelos 490 quilômetros de ciclovias de Porto Alegre seria a melhor opção. Seria, se toda distância já estivesse disponível até lá. Até o ano da Copa, deverão estar prontos cerca de 40 quilômetros, com um custo estimado de 10 milhões de reais. Os 490 quilômetros devem ficar prontos, apenas, em 13 anos.


As ciclovias, no entanto, não devem, assim como qualquer outro projeto da Copa, ser elaboradas apenas para os turistas: nesses quase mil dias que antecedem o evento, há mais de um milhão de moradores na décima maior capital do Brasil que precisam de melhorias na cidade.

Exemplo de BRT (Bus Rapid Transit).
Por último, não menos ou mais importante do que qualquer outro projeto, um dos que mais me chamam a atenção -e tanto chama que me permito fazer uso da primeira pessoa- é o Portais da Cidade, no qual seria investido uma quantia de cerca de 430 milhões de reais. A ideia é simples: funcionaria por meio de BRT's, os "Bus Rapid Transit", Protásio Alves, Cairu e Bento Gonçalves. Para isso, seriam construídas novas paradas de ônibus centrais, além da implantação de pavimentação de concretos e terminais.
O que se vê, no entanto, não é qualquer resquício de um começo de obras nesses pontos da cidade. Muito pelo contrário, vê-se, cada vez mais, paradas de ônibus sujas e depredadas, como as da avenida Sertório, que foram completamente esquecidas pela Prefeitura de Porto Alegre.


É esperar para ver.
    

domingo, 18 de setembro de 2011

Ecologicamente correto (e barato)


Para atividades como lavar a louça
, o uso de um sabão em barra ou líquido é indispensável.  O preço médio deles, de marcas conhecidas, nos supermercados, é de três reais. Mas e se, em vez de você comprar esses produtos, passasse a produzi-los? E o melhor: ecologicamente corretos.
                
Contando como ingrediente principal com o óleo de cozinha usado, o sabão é bem simples de ser feito e tem um bom rendimento. Para aqueles que grosseiramente têm o hábito de despejar o óleo no ralo da pia da cozinha, não há mais por que fazê-lo, visto que acarreta diversos problemas, como o entupimento dos canos pelos quais a água passa.
                A receita é simples:
- 4 l de óleo de cozinha usado;
- 3 l de água fria;
- 1 kg de soda cáustica de boa qualidade (96 ou 99%)
- 400 ml de amaciante;
- Embalagens de leite longa-vida lavadas e abertas nas laterais;
- 1 cabo de vassoura para mexer;
- Luvas;
- Balde plástico grande.
                Modo de preparo:


- Coloque a água fria no balde, acrescente a soda cáustica e mexa bem com o cabo da vassoura até diluir. Atenção: cuidado ao manusear a soda cáustica, pois ela é tóxica e sua temperatura aumentará muito devido à reação química.

- Adicione, aos poucos, o óleo, mexendo continuamente por dez minutos.

- Adicione o amaciante e continue mexendo.
- Despeje o sabão, o conteúdo já mexido do balde, nas formas, podendo utilizar caixinhas de leite ou potes de margarina.
- Deixe descansar por doze horas.
- Desmolde o sabão e corte em quatro partes, sempre utilizando luvas.

- Mantenha-o guardado na sombra, em lugar ventilado e seco. Espere dez dias para utilizar o sabão.

Um pacote comum de sabão em barra contém, em média, cinco deles. Logo, pagando aproximadamente três reais, cada um sai por sessenta centavos. A unidade do sabão ecológico custa, no entanto, cerca de 50% menos: aproximadamente trinta centavos.
     
Se você mora sozinho ou não utiliza tanto sabão, basta reduzir pela metade a quantidade dos ingredientes, o que renderá 16 barras de sabão.
     
Assim como fazer seu próprio sabão de cozinha, é possível economizar sem grandes sacrifícios: você pode ajudar o Planeta apenas mudando seus hábitos.





FONTE
Professora de Química Doutora Isabel C.F. Damin, 20 de agosto de 2011, IV OFIBOSCO, Faculdade Dom Bosco Porto  Alegre

sábado, 17 de setembro de 2011

A Legalidade


No último dia 23 de agosto ocorreu na Assembleia Legislativa de Porto Alegre, no Teatro Dante Barone, o Painel da Legalidade. A fim de discutir o que foi a Legalidade e quais as conseqüências desse fato que marcou a história do Brasil e do Rio Grande do Sul, estiveram presentes o Secretário da Educação José Clóvis de Azevedo, o ex-radialista Lauro Hagemann e o advogado e político Sereno Chaise. Além destes debatedores compareceram os adolescentes aprendizes da instituição Acompar (Ação Comunitária Paroquial) Andreimar Beneti, Bruno Araújo, Fabíola Antunes, Juliano Zarembski, Max Arruda e as educadoras de Linguagem, Januária Rodrigues, e de Básico, Fernanda Padilha.


A Legalidade foi um movimento, uma luta a favor do cumprimento da Constituição de 1946 que dizia que, caso o presidente da república não pudesse exercer suas funções, deveria assumir o vice-presidente eleito (naquela época, presidente e vice-presidente eram votados separadamente). Em 1961, renunciou o então presidente, Jânio Quadros, alegando pressões de “forças ocultas”. No entanto, o vice-presidente João Goulart, que estava em visita à China Comunista, não pôde assumir, fazendo-o, então, o presidente da Câmara de Deputados, Ranieri Mazzili. As Forças Armadas, que eram contra a posse de “Jango”, como era conhecido, tentaram impedir sua posse, mas ele contava com o apoio de Leonel Brizola e Mauro Borges (governadores do Rio Grande do Sul e Goiás, respectivamente). Após perceber que a renúncia de Jânio era irreversível, Brizola passou a defender a legalidade da posse de João Goulart.

O rádio teve papel fundamental no sucesso da Legalidade. As conhecidas emissoras Farroupilha e Gaúcha foram fechadas por decreto nacional. Logo, a também conhecida Guaíba tornou-se a rádio oficial do Movimento. Brizola passou, então, a fazer pronunciamentos transmitidos a todo o País, chamando a população a protestar a favor de Jango. E as Forças Armadas que primeiramente não apoiavam a Legalidade dividiram-se, e o poderoso Terceiro Exército passou a apoiar Brizola. Aos 7 de setembro de 1961, João Goulart finalmente assume a presidência da república.


Esse movimento representou acima de tudo a vontade da população, o cumprimento e o respeito à democracia e à constituição. As pessoas sentiram-se presentes nas decisões políticas do seu país, construindo, ativamente, a História do Brasil. A vitória de João Goulart disse não à opressão das forças militarese e sim à soberania popular, que havia votado em Jango para a vice-presidência.


FONTE
Kaplan, Gilberto. Livro de História / Gilbrto Kaplan. – Porto Alegre : Alegre Poa, 2007

terça-feira, 19 de julho de 2011

Profissões e profissionais do fututo

Com os incentivos do governo o ingresso no ensino superior tem-se tornado mais fácil. Um bom exemplo disso é o ProUni, que possibilita a entrada de estudantes de baixa renda familiar em faculdades particulares. A consequência disso? A cada ano cresce o número de profissionais com o chamado terceiro grau.


Não é apenas o número de profissionais que tem aumentado: a quantidade deles também. Assim, torna-se difícil saber quais profissões estão em alta no mercado de trabalho do Brasil; mais difícil, ainda, é saber as que estão em baixa.


Há uma certa confusão quando se trata de profissões em alta, pois podem haver dois entendimentos: em primeiro lugar, as profissões que mais bem remuneram seus profissionais; em segundo, as quem mais procuram por eles.


Os profissionais da área da saúde certamente conseguirão emprego, pois há uma demanda enorme deles, principalmente nas cidades do interior. Os salários podem variar muito, dependendo do local e da cidade em que trabalha.


Se a intenção é uma excelente remuneração, profissionais da Tecnologia da Informação (TI), além de engenheiros - principalmente civis, de energia e de petróleo, e turismólogos, devido à Copa do Mundo e às Olimpíadas que serão sediadas, em breve, no Brasil, são excelentes escolhas.


Os profissionais das ciências sociais não ligadas à produção, como jornalistas, geógrafos, assistentes sociais, sociólogos, entre outros, podem encontrar dificuldades na hora de ingressar no mercado de trabalho.


No vídeo, a seguir, exibido em abril de 2010, no Jornal Hoje, há uma relação das profissões que estão em alta de acordo com as regiões brasileiras.



Vale ressaltar, entretanto, que dizer que uma profissão está em baixa não significa que você não será bem-sucedido em sua carreira: tente se destacar em qualquer área. Direcione sua preocupação em ser um profissional do futuro.


Fonte: O GloboFundação Cajuína

terça-feira, 28 de junho de 2011

Achado não é roubado (ou é?)

Criticar os políticos brasileiros tem estado no dia a dia de um a cada um brasileiro. Roubam, roubam e não são punidos: abdicam de seus cargos para que não sejam cassados. Estão ocupando tais cargos, no entanto, porque nós os colocamos lá -e não porque escolhemos, pois, muitas vezes, de fato, não escolhemos, apenas votamos porque somos obrigados por lei. Estão lá porque não faz parte da cultura brasileira o gosto pela política; a discussão do que trará benefícios a ela.

Mensalão, caixa dois, dinheiro na cueca, casos com os quais, com certeza, qualquer um espanta-se e revolta-se, ainda se questionam "como podem fazer isto com o nosso dinheiro?". E não lhes tiro a razão. Realmente, como podem? Mas tudo isso vem de uma profunda falta de valores, de uma vontade de obter vantagem sobre os outros.


Quando se trata do típico ditado do malandro brasileiro - achado não é roubado; quem perdeu é relaxado - então, há muita discussão. "Sou honesto: trabalho, pago minhas contas em dia, não roubo ninguém!". O mínimo esperado de um cidadão. No entanto, encontrar um celular, uma carteira com documentos ou qualquer outro objeto com uma possível identificação de dono, quando não devolvido, não é um simples achado. Ok, diretamente, não é roubo. Mas o que pesa na decisão de devolver ou não são os valores de quem achou, a capacidade de colocar-se no lugar de quem perdeu e que, com certeza, iria querer o objeto de volta.


Mas, talvez, seja algo utópico pedir isso. Talvez conseguir algo sem ter que pagar por isso seja a melhor opção. Talvez, a honestidade, no sentido mais literal da palavra, não seja o mais importante. Que pena.