terça-feira, 28 de junho de 2011

Achado não é roubado (ou é?)

Criticar os políticos brasileiros tem estado no dia a dia de um a cada um brasileiro. Roubam, roubam e não são punidos: abdicam de seus cargos para que não sejam cassados. Estão ocupando tais cargos, no entanto, porque nós os colocamos lá -e não porque escolhemos, pois, muitas vezes, de fato, não escolhemos, apenas votamos porque somos obrigados por lei. Estão lá porque não faz parte da cultura brasileira o gosto pela política; a discussão do que trará benefícios a ela.

Mensalão, caixa dois, dinheiro na cueca, casos com os quais, com certeza, qualquer um espanta-se e revolta-se, ainda se questionam "como podem fazer isto com o nosso dinheiro?". E não lhes tiro a razão. Realmente, como podem? Mas tudo isso vem de uma profunda falta de valores, de uma vontade de obter vantagem sobre os outros.


Quando se trata do típico ditado do malandro brasileiro - achado não é roubado; quem perdeu é relaxado - então, há muita discussão. "Sou honesto: trabalho, pago minhas contas em dia, não roubo ninguém!". O mínimo esperado de um cidadão. No entanto, encontrar um celular, uma carteira com documentos ou qualquer outro objeto com uma possível identificação de dono, quando não devolvido, não é um simples achado. Ok, diretamente, não é roubo. Mas o que pesa na decisão de devolver ou não são os valores de quem achou, a capacidade de colocar-se no lugar de quem perdeu e que, com certeza, iria querer o objeto de volta.


Mas, talvez, seja algo utópico pedir isso. Talvez conseguir algo sem ter que pagar por isso seja a melhor opção. Talvez, a honestidade, no sentido mais literal da palavra, não seja o mais importante. Que pena.

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