domingo, 18 de setembro de 2011

Ecologicamente correto (e barato)


Para atividades como lavar a louça
, o uso de um sabão em barra ou líquido é indispensável.  O preço médio deles, de marcas conhecidas, nos supermercados, é de três reais. Mas e se, em vez de você comprar esses produtos, passasse a produzi-los? E o melhor: ecologicamente corretos.
                
Contando como ingrediente principal com o óleo de cozinha usado, o sabão é bem simples de ser feito e tem um bom rendimento. Para aqueles que grosseiramente têm o hábito de despejar o óleo no ralo da pia da cozinha, não há mais por que fazê-lo, visto que acarreta diversos problemas, como o entupimento dos canos pelos quais a água passa.
                A receita é simples:
- 4 l de óleo de cozinha usado;
- 3 l de água fria;
- 1 kg de soda cáustica de boa qualidade (96 ou 99%)
- 400 ml de amaciante;
- Embalagens de leite longa-vida lavadas e abertas nas laterais;
- 1 cabo de vassoura para mexer;
- Luvas;
- Balde plástico grande.
                Modo de preparo:


- Coloque a água fria no balde, acrescente a soda cáustica e mexa bem com o cabo da vassoura até diluir. Atenção: cuidado ao manusear a soda cáustica, pois ela é tóxica e sua temperatura aumentará muito devido à reação química.

- Adicione, aos poucos, o óleo, mexendo continuamente por dez minutos.

- Adicione o amaciante e continue mexendo.
- Despeje o sabão, o conteúdo já mexido do balde, nas formas, podendo utilizar caixinhas de leite ou potes de margarina.
- Deixe descansar por doze horas.
- Desmolde o sabão e corte em quatro partes, sempre utilizando luvas.

- Mantenha-o guardado na sombra, em lugar ventilado e seco. Espere dez dias para utilizar o sabão.

Um pacote comum de sabão em barra contém, em média, cinco deles. Logo, pagando aproximadamente três reais, cada um sai por sessenta centavos. A unidade do sabão ecológico custa, no entanto, cerca de 50% menos: aproximadamente trinta centavos.
     
Se você mora sozinho ou não utiliza tanto sabão, basta reduzir pela metade a quantidade dos ingredientes, o que renderá 16 barras de sabão.
     
Assim como fazer seu próprio sabão de cozinha, é possível economizar sem grandes sacrifícios: você pode ajudar o Planeta apenas mudando seus hábitos.





FONTE
Professora de Química Doutora Isabel C.F. Damin, 20 de agosto de 2011, IV OFIBOSCO, Faculdade Dom Bosco Porto  Alegre

sábado, 17 de setembro de 2011

A Legalidade


No último dia 23 de agosto ocorreu na Assembleia Legislativa de Porto Alegre, no Teatro Dante Barone, o Painel da Legalidade. A fim de discutir o que foi a Legalidade e quais as conseqüências desse fato que marcou a história do Brasil e do Rio Grande do Sul, estiveram presentes o Secretário da Educação José Clóvis de Azevedo, o ex-radialista Lauro Hagemann e o advogado e político Sereno Chaise. Além destes debatedores compareceram os adolescentes aprendizes da instituição Acompar (Ação Comunitária Paroquial) Andreimar Beneti, Bruno Araújo, Fabíola Antunes, Juliano Zarembski, Max Arruda e as educadoras de Linguagem, Januária Rodrigues, e de Básico, Fernanda Padilha.


A Legalidade foi um movimento, uma luta a favor do cumprimento da Constituição de 1946 que dizia que, caso o presidente da república não pudesse exercer suas funções, deveria assumir o vice-presidente eleito (naquela época, presidente e vice-presidente eram votados separadamente). Em 1961, renunciou o então presidente, Jânio Quadros, alegando pressões de “forças ocultas”. No entanto, o vice-presidente João Goulart, que estava em visita à China Comunista, não pôde assumir, fazendo-o, então, o presidente da Câmara de Deputados, Ranieri Mazzili. As Forças Armadas, que eram contra a posse de “Jango”, como era conhecido, tentaram impedir sua posse, mas ele contava com o apoio de Leonel Brizola e Mauro Borges (governadores do Rio Grande do Sul e Goiás, respectivamente). Após perceber que a renúncia de Jânio era irreversível, Brizola passou a defender a legalidade da posse de João Goulart.

O rádio teve papel fundamental no sucesso da Legalidade. As conhecidas emissoras Farroupilha e Gaúcha foram fechadas por decreto nacional. Logo, a também conhecida Guaíba tornou-se a rádio oficial do Movimento. Brizola passou, então, a fazer pronunciamentos transmitidos a todo o País, chamando a população a protestar a favor de Jango. E as Forças Armadas que primeiramente não apoiavam a Legalidade dividiram-se, e o poderoso Terceiro Exército passou a apoiar Brizola. Aos 7 de setembro de 1961, João Goulart finalmente assume a presidência da república.


Esse movimento representou acima de tudo a vontade da população, o cumprimento e o respeito à democracia e à constituição. As pessoas sentiram-se presentes nas decisões políticas do seu país, construindo, ativamente, a História do Brasil. A vitória de João Goulart disse não à opressão das forças militarese e sim à soberania popular, que havia votado em Jango para a vice-presidência.


FONTE
Kaplan, Gilberto. Livro de História / Gilbrto Kaplan. – Porto Alegre : Alegre Poa, 2007