Um projeto de lei aprovado pela câmara de vereadores de São Sebastião, cidade do litoral de São Paulo, promete causar polêmica: quem estiver escutando música em alto volume poderá ser retirado do ônibus. Caso não saia por conta própria, a função de retirá-lo caberá à polícia.
Em Porto Alegre, nos últimos anos, tal infração tem crescido de maneira considerável. Tanto que já estão presentes nos ônibus da capital cartazes com frases do tipo "Não seja o DJ do ônibus". A punição aqui, porém, não é à mesma do município de São Sebastião: na capital, os DJ's estarão passíveis ao pagamento de uma multa, que pode variar de R$ 43,00 a R$ 216,00.
Tais medidas, no entanto, embora bem intencionadas, correm o risco de não funcionarem efetivamente, assim como a Lei Seca, esquecida em alguns estados da federação. Isso porque a polícia, ao menos a de que atende à região de Porto Alegre, já possui bastante trabalho e, convenhamos, ter que parar um veículo do porte de um ônibus para retirar um ou outro passageiro que esteja infringindo a lei seria uma perda de tempo. Além disso, seria outro incômodo para os demais passageiros ter de esperar o policial retirar o infrator do veículo, o qual não se sabe como reagiria.
Em nações europeias, tais comportamentos são, se de fato ocorrem, exceções. Isso porque investimentos em educação são prioridade nos gastos de cada país. No Brasil, no entanto, a educação não é tratada como prioridade desde o governo Juscelino Kubitschek, que tinha no seu Plano de Metas, principalmente, atrair multinacionais para instalarem-se no país.
Por ser ineficaz, de certa maneira, é muito mais fácil que aqueles que se sentem incomodados com quem ouve música em alto volume no ônibus -assim como eu- que contem com a boa e velha educação que recebem de casa.
Ao menos dos 50 passageiros, aproximadamente, que o veículo suporta, os que são um incômodo aos demais ainda são minoria. Vejamos até quando.

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