domingo, 22 de maio de 2011

Nem tudo está perdido

Todos sabem que no Brasil uma das maiores portas para a fama, a exposição, é a Rede Globo. Todos sabem, também, que exposição demais cansa. Pois os programas de "humor" da maior emissora de TV do País não poderiam fugir à regra: estão-se tornando cada vez mais cansativos.



Com a proposta de fazer a família brasileira rir nas noites de sábado, o humorístico "Zorra Total" invade a nossa (ou a de quem ainda o assiste) televisão. Pode-se dizer que um ou outro quadro arranca um sorriso escondido, mas quando são novos. Entretanto, semana após semana, eles se repetem, e repetem, e repetem. Uma das grandes apostas do programa foi a excelente atriz e comediante Katiuscia Canoro, que interpreta a quase socialite Lady Kate. Não questiona-se o talento da atriz que, de tão evidente, criou a personagem. Porém, o quadro tornou-se cansativo. "To paganu". "To paganu". "To paganu"... 


Com" Os Trapalhões" ria-se o tempo todo (segundo minha mãe). O grupo foi-se desfazendo; morreram alguns. Renato Aragão permaneceu na Globo. Dedé Santana, não. Surgiu, entre outros, A Turma do Didi -quando era criança, divertia-me muito. Mas os roteiros não mudam: Didi Mocó faz sempre as mesmas piadas, as mesmas brincadeiras: sempre assusta algum colega de trabalho nos bastidores com um extintor de incêndio. Agora há As Aventuras do Didi. No meu tempo, aventura eram os filmes do Jackie Chan.


Mas nem tudo está perdido. Em 2011 ótimos programas surgiram. Exemplos disso são "Tapas & Beijos", "Macho Man" e "Divã". E bons programas permaneceram, como "A Grande Família", que cria, a cada episódio, diferentes situações nas quais quase toda família brasileira se identifica.

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